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o que são inflamações no intestino
o que são inflamações no intestino

O que são inflamações intestinais? Que alterações cerebrais elas provocam?

Qual a resposta para a pergunta o que são inflamações intestinais?
Antes de entrar nesse tópico, é interessante notar que essa história de que o nosso intestino se comunica com nosso cérebro se tornou um tema bastante estudado nas últimas décadas. Tudo começou quando viram que o estresse levava ao desenvolvimento de úlceras gástricas.
Depois, começaram a investigar o porque disso e viram que moléculas que eram consideradas exclusivas do sistema nervoso era produzidas também no trato gastrintestinal.
E mais!
Descobriram que existiam neurônios no trato gastrintestinal! Depois disso a relação de um com o outro e do outro com o um estava estabelecida para todo o sempre.

O sistema nervoso central e o sistema nervoso entérico

O sistema nervoso entérico é o sistema nervoso que existe lá no nosso trato gastro intestinal.  Ele é responsável por regular o que é secretado, regula o abre e fecha dos esfíncteres, a motilidade intestinal, o fluxo sanguíneo e os hormônios produzidos e secretados por lá (incluindo o hormônio da fome grelina e a leptina), o movimento de propulsão do bolo alimentar…
O sistema nervoso de baixo se comunica com o sistema nervoso de cima (e vice e versa) principalmente por cabos que são os nervos (principalmente o vago).
Acreditava-se que era o cérebro o senhor dessa relação, mas viram que na verdade, essa relação é bilateral e igualitária. Investigando mais a fundo, viram que o cérebro e o intestino conversam em várias línguas diferentes.
E essas “linguagens” vão desde mediadores neurais, metabólicos, endócrinos, sinais do sistema imune. Até “mensagens” gasosas são trocadas entre os dois.
E tem vários atores que interferem nessa conversa… vários nada, milhões. Esses atores são as bactérias que vivem no intestino e que também “falam” com os dois e modulam várias funções!
E o conjunto dessas bactérias é o que conhecemos como microbiota intestinal. Elas também são poliglotas e se expressam de várias formas com os dois. A ligação desses 3 é tão importante que ganhou até nome especial! E esse é o famoso eixo microbiota-intestino-cérebro sendo aqui apresentado para você!

Quando esse sistema se desequilibra: doenças inflamatórias intestinais e alterações cerebrais

Enquanto esses 3 sistema estão funcionando em uníssono, tudo corre na mais perfeita harmonia… e se alguma coisa acontece de diferente e altera o equilíbrio desse trio, ou seja, quando a comunicação de cima para baixo e de baixo para cima se torna confusa, coisas estranhas começam a acontecer…
A comunidade científica está começando a entender como perturbações desse sistema afetam a transição entre saúde e doença. Problemas como estresse e depressão podem levar ao desenvolvimento do que são as inflamações intestinais, também conhecidas como doenças inflamatórias intestinais (DII) ou dispepsia (desconforto estomacal após as refeições, caracterizado por dor, queimação, distensão abdominal, arrotos…). Dispepsia e DII, por sua vez, podem levar ao desenvolvimento de estresse e depressão (veja como combater a depressão).
Mas lembra que a conversa não acontece só a 2, mas a 3? Então a coisa não fica só por aí… a composição da nossa microbiota influência nessa conversa e pode até mesmo afetar nosso comportamento e humor.
A ligação dos 3 é tão indissociável que às vezes fica difícil saber o que começou primeiro…
A ansiedade/depressão/estresse foi o que levou ao que é inflamação intestinal e/ou disbiose? Ou foi a disbiose que levou à inflamação intestinal que culminou com estresse e ansiedade? (Veja também como controlar a ansiedade).
Enfim… fica difícil saber quem começou a guerra e por isso também é complicado atribuir a culpa a um só na hora de tratar a bagunça que se instalou.
O fato é que pessoas afetadas pelo que são os problemas inflamatórios intestinais podem carregar um fardo pesado e tem maior probabilidade de desenvolver quadros de ansiedade e depressão. Da mesma forma, pessoas com estresse e depressão crônicos têm maior suscetibilidade de desenvolver doenças inflamatórias intestinais.
Como interferir nessa briga e resolver o problema? Os paradigmas terapêuticos para interferir no rolo instalado no eixo microbiota-intestino-cérebro.
As doenças inflamatórias intestinais têm se tornado cada vez mais prevalentes. Não se sabe exatamente o porquê mas acredita-se que seja pela vida que a gente vive hoje…
Vivemos estressados, sem tempo para nada, comendo o que dá, na hora que dá… Estresse e uma falta de alimentação equilibrada juntos são uma bomba que pode explodir a qualquer momento!
Má alimentação altera a microbiota que deixa de ser uma barreira protetora da nossa mucosa intestinal. Mucosa intestinal fica mais exposta a agressões. Sofrendo agressões coisas que antes não tinham contato com nossa circulação passam a ter. Exposição a coisas estranhas leva a uma ativação do sistema imune = inflamações intestinais. O que?
Essa é só uma hipótese…
Ainda não se entende 100% como as doenças inflamatórias intestinais começam e nem como a ansiedade e depressão são desencadeadas…
O importante é tentar amenizar os ânimos exaltados do cérebro, da microbiota e do intestino para restabelecer a paz no nosso corpo.
A atenção pode vir nos dois sentidos.
De baixo para cima, melhorando a microbiota intestinal, corrigindo a disbiose (usando, por exemplo, probióticos e melhorando a alimentação), melhorando a proteção da mucosa do intestino e diminuindo  o que é a inflamação intestinal e a sinalização inflamatória que chega ao cérebro deixando-o mais tranquilinho…
De cima para baixo as intervenções seriam no sentido de fazer o cérebro ficar mais relax (com psicoterapia ou antidepressivos, por exemplo) aliviando a inflamação que deixa o intestino histérico e consequentemente melhorando a disbiose e inflamação intestinal.
O negócio é que desacelerar pode evitar muitos desses problemas… Estar mais presente, sem ficar ansiosos pelo que vem no futuro e deixar o passado lá no lugar dele…
Viver mais presente no presente!
Relaxar, cozinhar mais, praticar uma atividade física que te dê prazer, meditar. Comer comida de verdade! Já refletiu sobre o que  é comer normal? Veja o vídeo abaixo:

E se você acha que está precisando de ajuda para rever sua relação com a alimentação, eu tenho uma dica para você! Sophie Deram, autora e criadora deste blog, possui um curso online que pode te ajudar a vencer esse desafio de fazer as pazes com a comida!
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Mas finalizando o assunto… assim cuidamos bem das bactérias que nos habitam, e evitamos que o estresse afete a paz instalada por lá… e lembra que a conversa é bilateral?
Tendo bactérias boas nos protegendo nos tornamos menos ansiosos. Assim o papo de baixo para cima e de cima pra baixo se tornará mais organizado e, consequentemente mais pacífico.
Referência:

Rosana Dantas é nutricionista, mestre e doutora em Fisiologia Humana pela Universidade de São Paulo, com pós-doutorado em Neurobiologia dos ritmos circadianos pela Universidade Louis Pasteur na França.
É autora do livro “A melatonina não serve só para te fazer dormir” e de um projeto de divulgação científica, o Dieta Científica, onde explica numa linguagem simples e divertida como nosso corpo funciona. Acredita que informação de qualidade não deve ficar restrita aos altos escalões do mundo científico e que todo mundo tem direito a ter acesso a essas informações. Então resolveu criar essa ponte que liga as pessoas às pesquisas científicas mais atuais, afinal informações sobre Nutrição e Metabolismo mudam o tempo todo… e isso é maravilhoso!

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