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Remédio para emagrecer

Remédio para emagrecer: a promessa de milagre que pode comprometer a saúde

Funciona mais ou menos assim: a pessoa começa a tomar um remédio para emagrecer por indicação de um amigo, ou porque leu algo a respeito na internet. O objetivo é perder peso rápido, e toda a expectativa está depositada naquele minúsculo comprimidinho.

Depois de alguns dias, enfim, o milagre acontece. O tão sonhado emagrecimento começa a dar sinais no espelho. As roupas voltam a servir novamente, a euforia diante da nova imagem é a confirmação de que valeu a pena investir nessa medicação.

No curto prazo, os remédios podem fazer efeito, mas logo o corpo passa a oferecer resistência.

Os quilos que foram embora voltam rapidamente, como num passe de mágica. Em muitos casos, o peso chega a ultrapassar o registrado antes do início da medicação. Desânimo, tristeza e depressão são os sentimentos que mais definem este momento.

Frustrada, a pessoa procura um nutricionista. “O que será que eu fiz de errado?”, é a pergunta que muitos fazem. E eu digo: o primeiro equívoco é começar a tomar um remédio por conta própria, sem consultar um médico antes.

O que descrevo acima é o tipo de situação com a qual me deparo eventualmente no meu consultório. Tomar remédio para emagrecer sem acompanhamento é algo muito arriscado, e, infelizmente, bastante comum no Brasil, um país tão pautado pela beleza e pelos padrões estéticos.

Por aqui ainda é fácil comprar, sem a exigência de receita, muitas das substâncias que já estão há anos proibidas em outras regiões do mundo – justamente por conta das suas consequências negativas a longo prazo. E está comprovado que, até hoje, nenhuma delas funcionou sem trazer efeitos colaterais.

Se você está buscando por remédio para emagrecer, aproveite para conferir também:

Remédio para emagrecer e os distúrbios psicológicos

Amar a si mesmo, cuidar do corpo e querer estar de bem com a própria aparência é normal. O problema é quando isso vira uma obsessão.

Quem vive controlado cada milímetro da cintura acaba colocando o cérebro em um estado emocional muito delicado, que é a alternância de sentimentos: ao ficar mais magro, se sente eufórico. Quando engorda um pouquinho, fica no chão.

O efeito rebote que o remédio para emagrecer causa no corpo reflete na mente. É o que confirmam as palavras do Dr. Eduardo Aratangy, psiquiatra do Serviço de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas.

Gostei muito de uma entrevista que ele concedeu ao canal no Youtube Eu Vejo, da jornalista Daiana Garbin, sobre os impactos psicológicos desencadeados por este tipo de medicação.

Ele afirma que, do ponto de vista científico, existem poucos dados sobre a segurança do uso destes remédios no longo prazo.

Aratangy reforça que os casos de depressão em decorrência do uso de remédio para emagrecer são muito frequentes e afirma que, em mulheres jovens, o uso de anfetaminas foi uma das principais causas de síndromes depressivas por muitos anos.

A explicação que ele dá no vídeo é bastante clara. Estes medicamentos agem acelerando o metabolismo e fazem com que as pessoas gastem mais energia do que consomem. Por isso o resultado é rápido.

Com o interrompimento do tratamento, o corpo vai tentar se recuperar de toda essa confusão que se instaurou no metabolismo. E isso desencadeia o desequilíbrio físico e mental.

O psiquiatra lembra ainda que o remédio para emagrecer é de fato indicado (sob orientação médica) para algumas situações de metabolismo lento, mas que estes casos são “a exceção da exceção”, nas palavras dele.

Emagrecimento saudável, sustentável e natural

Como nutricionista, estudo o emagrecimento baseado na nutrição. Não trabalho com remédios, mas, se o paciente realmente quer tomar, indico um endocrinologista da minha confiança para que ele possa fazer a avaliação e o eventual uso mediante supervisão médica.

Minha outra recomendação é que as pessoas tentem, antes de tomar medidas drásticas, reavaliar sua relação com a comida.

Sempre procure um emagrecimento saudável, mais holístico. Reveja sua alimentação e a sua relação com a comida! Reveja também a sua saúde, seu estilo de vida. Há muitos fatores para se trabalhar que ajudam no emagrecimento saudável: como está sua tireoide? Está dormindo bem? Tem muito estresse na vida? Tente passar a comer de forma consciente, respeitando a fome e a saciedade, e o peso saudável será alcançado de forma gradativa e fica mais fácil de manter.

Não jogue dinheiro fora com remédios duvidosos; não coloque sua saúde em risco. Procure o equilíbrio e vai descobrir rapidamente que comer não deve ser encarado como um problema, e sim, como uma parte muito prazerosa da vida.

Que tal conhecer meu método Efeito Sophie, que ensina a transformar sua relação com a comida e a voltar a escutar os sinais do seu corpo? São seis semanas com vídeos e materiais que vão explicar sobre hábitos alimentares, e como recuperar o prazer de comer. Saiba mais!

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