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Existem tipos de bulimia? Quais são eles? Tire suas dúvidas!

A preocupação com a nossa imagem corporal e o medo de engordar é algo cada vez mais comum em nossa sociedade. E isso pode ser um gatilho para comportamentos completamente nocivos à nossa saúde – como as dietas restritivas, por exemplo.

Algumas pessoas chegam a pensar que têm algum tipo de bulimia, tamanha a angústia relacionada à insatisfação corporal.

Isso acontece porque estamos correndo atrás de um padrão estético focado na magreza, e, ao mesmo tempo, nos esquecendo de priorizar a nossa saúde.

Um peso saudável é a consequência do quanto estamos cuidando bem do nosso corpo!

Ficar pulando de dieta em dieta, excluir grupos alimentares inteiros sem nenhuma recomendação de um profissional de saúde, ou, ainda, se submeter a longos jejuns não são métodos eficazes.

Falhar na dieta, por exemplo, não é coisa de gente fracassada. É coisa de gente normal! Fazer dieta não funciona ao longo prazo, isso é um fato e comprovado pela ciência!

O problema é que essa sensação eterna de estar falhando aumenta a insatisfação corporal e mexe bastante com o estado emocional.

Não é à toa que a curiosidade sobre os tipos de bulimia também vem crescendo.

Será que tenho algum tipo de bulimia?

A preocupação exagerada com o corpo e a crescente insatisfação corporal pode levar algumas pessoas a acreditar que existem tipos de bulimia, e que podem estar começando a desenvolver o problema.

Se você sente que tem propensão a este distúrbio, ou tem alguma pessoa próxima que parece estar migrando para este quadro, é importante se informar e procurar ajuda médica, psicológica e nutricional especializada o quanto antes.

Mas é preciso esclarecer que não existem tipos de bulimia, e sim, apenas uma doença.

Ela é descrita pelo manual DSM-5 Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders como o ato de comer, em episódios recorrentes, quantidades de comida muito maiores do que a maioria das pessoas conseguiria comer no mesmo espaço de tempo, seguidos por comportamentos não saudáveis para perda de peso rápido.

Em outras palavras, trata-se de uma compulsão seguida de compensação ou purgação: a pessoa come desesperadamente, sem controle, e depois tenta se livrar de toda essa comida – os chamados “episódios bulímicos”.

Para isso, pode induzir o próprio vômito, tomar laxantes, diuréticos e inibidores de apetite, ou “descontar” tudo na academia, malhando exaustivamente. Ou, ainda, fazer longos períodos de jejum, para ter a sensação que as calorias foram embora.

Isso sem falar das dietas rigorosas, conforme comentei com o Zeca Camargo na TV Globo.

sophie deram no programa da TV globo com zeca camargo

Esse comportamento de comer em excesso e depois buscar compensação já não é algo saudável. E se os episódios ocorrerem pelo menos uma vez por semana, é  sinal de alerta que a doença está presente. Hora de procurar ajuda especializada, com um médico, nutricionista e/ou psicólogo.

Os tratamentos feitos com apoio multidisciplinar (médico, nutricionista e psicólogo) têm grandes chances de sucesso, especialmente se for tratado cedo, porque tanto os padrões alimentares, quanto os fatores psicológicos são investigados.

Por exemplo:

  • De onde vem esse ódio pelo próprio corpo?
  • Por que emagrecer é a coisa mais importante na vida dessa pessoa?
  • Ela realmente precisa emagrecer?
  • Qual é seu histórico familiar?
  • As pessoas com as quais ela convive são muito paranoicas com dietas e com peso?

Tudo isso tem que ser levado em conta por um profissional qualificado.

Se possível, procure um nutricionista especializado em transtornos alimentares. Ele poderá se aprofundar em equilibrar sua alimentação e investigar nas razões que levam o paciente a usar a comida como válvula de escape.

Tratamento da bulimia: pare de se odiar

Como falei no início deste texto, alguns comportamentos ligados à imagem corporal – de fato – podem ser confundidos com tipos de bulimia. Algumas pessoas passam a acreditar que somente sendo magras passarão a ser aceitas, amadas e bem-sucedidas.

Mas isso não é verdade! Busque ajuda para sair dessa armadilha. Cuide-se e aceite seu corpo, ele é o único que você tem! Vale caprichar no cuidado como se ele fosse seu melhor amigo, e não seu inimigo.

Magreza não é sinônimo de saúde nem de felicidade. As pessoas precisam parar de odiar o próprio corpo. Isso não faz bem para a saúde mental e pode gerar uma reação em cadeia, com sintomas como:

  • Autoimagem distorcida (se achar mais gordo e feio do que é) e “ódio” ou “nojo” próprio corpo;
  • Medo de engordar que acaba influenciando a vida social (a pessoa não consegue ter prazer em situações que envolvam comida e passa a recusar convites);
  • Baixa autoestima;
  • Busca incessante pelo “comer perfeito”, seguido de um sentimento constante de que sempre faz “tudo errado” e que nunca consegue se alimentar direito;
  • Sensação eterna de culpa ou até de vergonha em torno da comida.

Isso tudo pode levar a problemas mais sérios, como depressão, ansiedade, crise de pânico e até mesmo pensamentos suicidas.

Vale a pena tanto sofrimento em nome do tal do “corpo perfeito”?

Se você cuidar do seu corpo com carinho, ter uma atividade física regular, se alimentar com qualidade, e, se possível, amenizar o estresse do dia-a-dia fazendo coisas que realmente gosta, naturalmente você tenderá a um corpo saudável e perfeito!

Onde vamos parar com esses distúrbios alimentares?

É importante ressaltar que a preocupação com o peso e com dietas está começando cada vez mais cedo na vida das pessoas, especialmente em meninas. Pare de fazer dieta! Fazer dieta é o maior gatilho para desenvolver bulimia. E a pressão, às vezes, vem de dentro da própria casa ou do círculo de pessoas mais próximas.

Inúmeras pesquisas já mostraram que o ambiente em que vivemos interfere na nossa relação com a comida, tanto para o bem quanto para o mal.

Se você tem criança ou adolescente em casa, a atenção deve ser redobrada!

Um estudo feito pela University of Minnesota com meninas na faixa dos 15 anos mostrou o efeito causado por brincadeiras e provocações a respeito do peso dos filhos: mais insatisfação corporal e uma preocupação excessiva com o peso – fatores que podem ser o primeiro passo para um transtorno alimentar.

Então, procure reavaliar seu estilo de vida como um todo, olhando com carinho e atenção para os ambientes em que convive, e para as pessoas com as quais você divide seu tempo. Se informe e alinhe o diálogo, evitando falar só de dieta de emagrecimento, de quantas calorias comer por dia ou do peso das outras pessoas.

Busque também se informar!

Se você pesquisar sobre tipos de bulimia ou sobre qualquer outro transtorno alimentar na Internet, vai encontrar todo tipo de informação. Desde as dicas mais absurdas, até conteúdos mais embasados.

Deixo aqui como indicação um bate-papo muito bacana que tive no meu canal do Youtube com a jornalista Mirian Bottan. Ela teve a coragem de compartilhar publicamente a história dela com a bulimia, ortorexia e vigorexia.

E lembre-se: restrição leva à compulsão alimentar!

Sempre é bom lembrar que a maior parte dos casos de transtorno alimentar começa com uma dieta restritiva. A privação só aumenta a preocupação exagerada com os alimentos e o risco de perder o controle diante da comida.

Está perdido frente ao que comer? Conhece o “Efeito Sophie”? Meu programa online de 6 semanas para te ajudar a fazer as pazes com a comida e o corpo com vídeo aulas, materiais e atividades para você colocar em prática no dia a dia.

Eu não falo sobre nenhum tipo de dieta ou restrição “milagrosa” ou coisa do tipo.

Acima de tudo, a minha missão é fazer você voltar a ter equilíbrio na sua alimentação sem estresses e culpa. Comer deve ser um ato de prazer!

Saiba que é possível ter um peso saudável comendo de tudo (mas não tudo)!

Seguindo as dicas, você irá encontrar um caminho mais leve e que gradualmente (no seu tempo), te ajudará a chegar no seu peso saudável.

Vamos juntos nessa?

Se inscreva no programa online Efeito Sophie!

E lembre-se, o programa não substitui um tratamento médico. Se você suspeita estar passando por episódios bulímicos, aconselho que procure um médico, nutricionista ou psicólogo especializado para um diagnóstico preciso, combinado?

Com consciência e respeito ao seu corpo, você pode regular o seu apetite e passar a comer de forma tranquila, sem colocar sua saúde em risco e sem a necessidade de se punir por exagerar de vez em quando, porque, afinal, isso é normal.

Diga não às dietas e faça as pazes com seu corpo!

Bon appétit!

Referências

  1. Family weight talk and dieting: how much do they matter for body dissatisfaction and disordered eating behaviors in adolescent girls?
  2. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders
  3. Eating Disorders – National Institute of Mental Health
  4. Anorexia e bulimia – Corpo perfeito versus morte (2012)
  5. Biblioteca virtual Ministério da Saúde
  6. Tratamento nutricional da bulimia nervosa (2010), Marle Alvarenga

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