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Qual a diferença entre diet e light?

Qual a diferença entre diet e light? Vale a pena incluir esses alimentos na rotina?

Diet e light são duas palavrinhas que vemos com frequência no nosso cotidiano. Basta ir ao supermercado, que encontramos uma seção inteira com produtos que se encaixam nessas categorias.

Mas, você sabe qual a diferença entre diet e light?

Entenda a definição de diet e light

Segundo a ANVISA a definição para esses termos:

  • Alimentos light são aqueles que apresentam quantidade reduzida de algum nutriente (gordura, açúcar…) ou energia (calorias) quando comparados ao alimento processado convencional. Para cada categoria de alimento há um valor de redução para considerá-lo light – e essa redução tem que ser de pelo menos 25% comparado ao original. É uma informação complementar, que costuma chamar a atenção no rótulo do alimento. Por exemplo: Iogurte light com 30% menos gorduras.
  • Já os alimentos diet são os formulados para grupos com necessidades específicas (como diabéticos), e apresentam na sua composição uma quantidade mínima ou são totalmente isentos de algum nutriente ou ingrediente. Como no caso de geleias para dietas com restrição de açúcar, que contém edulcorante no lugar do açúcar.

O termo “zero” também tem sido utilizado com frequência, e se assemelha às características do diet.

Tanto alimentos diet quanto light não têm necessariamente o conteúdo de açúcares ou energia (calorias) reduzido. Podem ser alteradas as quantidades de gorduras, proteínas, sódio, entre outros itens que compõem os produtos.

Assim, a diferença entre diet e light está justamente na quantidade do componente reduzido.

Alimentos diet e light ajudam a emagrecer?

Por mais que a maioria desses produtos esteja aliada à promessa de emagrecimento, não são necessariamente as melhores opções para ajudar nesse processo.

Primeiramente, se tratam de alimentos ultraprocessados, e isso significa que é necessário adicionar outro ingrediente para “compensar” a redução para não ter diferença grande no sabor e na consistência, comparado ao original.

Voltando ao exemplo do iogurte light com redução de gordura, geralmente é adicionado mais carboidrato, entre outros aditivos, para compensar essa redução.

A maioria dos produtos light, na realidade, tem uma redução de gordura e aumento de carboidratos.

Quando você reduz a gordura o produto fica sem gosto, “sem graça”. Então, para compensar, o produto recebe em troca carboidratos para dar gosto: açúcar, farinha, xaropes.

Menos gordura e mais carboidrato pode resultar em menor quantidade de calorias, mas não acho uma troca interessante!

A gordura e o carboidrato se comportam de formas diferentes no nosso corpo. Os dois têm uma resposta glicêmica e de saciedade diferentes.

Exemplo: A gordura nos dá mais saciedade, por que sua digestão é mais lenta. Já o carboidrato é digerido mais rapidamente e aumenta os níveis de glicose no sangue de forma rápida também, isso pode fazer com que você sinta fome antes do esperado comparado à gordura.

Diante disso, vale mais a pena consumir a versão tradicional.

Compare e você verificará que o iogurte original (aquele natural, sabe?) tem uma lista de ingredientes muito menor comparado ao light ou ao zero.

Na nossa rotina, quanto menos ingredientes tem um produto, melhor!

Quando pensamos em mudança de hábitos e emagrecimento, é muito mais interessante levarmos em consideração que o mais natural é o que vai conversar melhor com o nosso corpo.

O iogurte original é composto apenas de leite e fermento lácteo (que são os lactobacilos).

Uma boa pedida é consumi-lo puro, ou com mel, aveia, sementes, frutas… são muitas combinações possíveis e saborosas.

Se você gosta desse tipo de alimento, veja a receita de iogurte natural super fácil que ensino no meu canal:

E os produtos que têm redução de açúcar? São mais interessantes?

Sempre que um produto tem “zero adição de açúcar” e mesmo assim tem sabor doce, geralmente tem adição de edulcorantes.

Os edulcorantes são os famosos adoçantes.

Eles adoçam como o açúcar, com a promessa de não agregar calorias ou influenciar nos níveis de glicose no sangue, por isso seu uso é tão incentivado até hoje.  Mas não é simples assim, os adoçantes não são “zero efeito”.

O uso é seguro, ou seja, não é tóxico e não há comprovações de que causem câncer. Mas seu excesso pode acarretar prejuízos à saúde por “enganar” nosso cérebro devido à mudança de sabor dos alimentos.

Pense: quando você utiliza produtos que contêm edulcorantes, você manda mensagem ao seu cérebro de que algo doce está a caminho, e ele prepara o corpo para receber açúcar proveniente desse “sabor doce”.

Estudos questionam se isso pode gerar um conflito no metabolismo e outros problemas futuros. Alguns estudos, por exemplo, demonstraram que o consumo regular de adoçantes pode ter efeito no centro do apetite no cérebro, gerando um aumento na fome e na vontade de doces.

E, ainda, você continua estimulando o seu paladar ao sabor doce exagerado.

Além disso, alguns adoçantes apresentam o sódio em sua composição (como o ciclamato de sódio e a sacarina sódica) e podem sobrecarregar nosso organismo tanto quanto o excesso do uso de sódio no dia a dia. Fique atento!

Prefira o sabor natural dos alimentos! O importante é mudar o paladar para “menos doce” e não enganá-lo.

As frutas da estação são um bom exemplo de um “docinho natural” que pode estar presente no nossa rotina em forma de lanches, compondo o café da manhã, como sobremesa, etc.

Agora, se você quer algo doce, por que não?

É importante reduzir a quantidade de açúcar e de edulcorantes para modificar o paladar doce exagerado, mas sem restringir.

Ao realizar essa mudança gradativamente, o cérebro não sentirá falta do excesso de doce e esse hábito será incorporado.

Comece reduzindo aos poucos a adição de açúcar do cafezinho do dia a dia, você verá logo que não é preciso grandes quantidades para adoçar. Confie que seu paladar pode mudar em algumas semanas!

Lembre também que é saudável saborear uma sobremesa com prazer, sem precisar ser light ou diet, basta aproveitar o momento com consciência e atenção aos sinais do corpo, que a moderação surge naturalmente.

Para os diabéticos, valem as mesmas orientações, porém é importante procurar um nutricionista para ajustar o consumo de açúcar à conduta terapêutica.

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Novidade do momento: sucos de caixinha com redução de adição de açúcares

Você vai ao mercado, e se depara com sucos industrializados com “redução de adição de açúcares”.

Não se trata de produtos diet ou light,  podem conter edulcorantes, mas é importante que você saiba que pode estar trocando gato por lebre.

O suco de caixinha tem redução de adição de açúcares, mas, para compensar o sabor doce, é adicionado suco concentrado de maçã.

Aparentemente, pode parecer mais interessante que o açúcar, mas devemos ter cuidado. Os sucos de caixinha trazem um excesso de frutose para o nosso corpo, que pode influenciar no acúmulo de gordura no fígado, entre outros problemas.

Como falei acima, é mais interessante reduzir o paladar doce exagerado.

Sendo assim, não troque as bebidas doces por light, zero ou com redução de açúcares, troque por água, água com gás, água saborizada e chás caseiros. A água é a melhor forma de hidratar o nosso corpo!

Concluindo: vida saudável não necessita de alimentos diet e light

Assim, para ter uma vida saudável, não é necessário consumir alimentos diet e light. Apesar de muitas campanhas dizendo que esses alimentos diet e light são saudáveis, fique esperto e busque o mais natural, os alimentos verdadeiros.

A natureza nos traz muitos alimentos in-natura sensacionais, devemos aproveitar!

É mais importante focar na variedade e qualidade dos alimentos, e não em calorias ou na restrição de nutrientes.

A vida saudável inclui melhorar a qualidade da sua alimentação comendo mais alimentos naturais no seu dia a dia e menos industrializados, comer melhor e não menos.

Bon appétit!

Agora que você já conhece a diferença entre diet e light, acho que você vai gostar desses conteúdos que separei abaixo:

E aí, gostou desse conteúdo? Comente abaixo outros temas que queira ver aqui no blog!

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