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mente magra

O que é ter uma mente magra? Você realmente precisa dela?

Antes de tudo é importante entendermos o que ser quer dizer com o termo “mente magra”. Esta expressão não está presente nos livros e artigos científicos, mas é muito comum ouvirmos pessoas falarem que precisam mudar de uma “mente gorda” para uma “mente magra”. Essa é também uma das dicas, muito encontradas na mídia, para atingir o emagrecimento: “Tenha uma mente magra!”

“Mente magra” parece se referir a pessoas que demonstram determinados comportamentos, como: satisfazem-se com pouca comida, nunca se alimentam de forma exagerada, e têm predileção por alimentos “bons” em detrimento de alimentos considerados prejudiciais à saúde. Já aqueles que têm uma “mente gorda” estão sempre pensando em comida e se alimentando de forma descontrolada.

Os processos que acontecem na nossa mente envolvem sensações, emoções, percepções que temos do mundo, aprendizagens e armazenamento de informações. E já sabemos o quanto a mente influencia no que comemos. Uma alimentação equilibrada  começa na cabeça, não no estômago!

A aparência da comida, o sabor, o tamanho dos utensílios, o local das refeições, a forma como mastigamos, as nossas companhias à mesa, etc… tudo isso faz parte dos processos mentais e interfere no modo como nos alimentamos. No entanto, julgar os processos mentais e comportamentais como “gordos” ou “magros” não parece adequado e apenas reflete uma obsessão da nossa sociedade que exalta a magreza e rejeita a gordura. Essa é a principal razão por que as pessoas buscam a tal da mente magra e também a razão por que você não precisa de uma!

A busca por uma mente magra pode estar associada a uma desconexão com o nosso corpo

A ideia de cultivar uma mente magra está muito relacionada à busca pela perda de peso e conquista de um corpo também magro. Enquanto que a mente gorda é a causa do aumento de peso. Mas será que é isso mesmo que acontece?

Quando focamos no peso e no controle da alimentação essas atitudes podem, na verdade, trazer uma preocupação excessiva com a imagem corporal e até compulsão alimentar, com consequências psicológicas, sociais e fisiológicas, que podem contribuir negativamente com a nossa saúde física e mental e, inclusive, com o aumento de peso.

É preciso percebermos o peso como uma consequência de nossos comportamentos e mudanças de hábitos graduais e a longo prazo e não como uma meta central de vida.

Perder peso não significa necessariamente ganhar em saúde, principalmente se a perda acontece com base em restrições e privação alimentar. Nesse caso, podemos ter como consequências: desconexão com o nosso corpo, dificuldade de controle do apetite e diminuição do metabolismo basal (energia necessária para o nosso organismo funcionar adequadamente em repouso).

Na busca por uma alimentação saudável precisamos cuidar do nosso corpo e da nossa mente, o que é bem diferente de torná-los magros. Mas, então, o que devemos fazer? Comer com consciência e prazer!

O comer consciente ou alimentação consciente propõe uma sintonia entre comida, mente e corpo.

comer com atenção plena

Para isso é importante que você:

Permita-se comer com prazer e sem culpa

A culpa é um sentimento de arrependimento que nos acompanha desde que nascemos, e é importante para guiar bons comportamentos e contribuir com a boa convivência das pessoas dentros das sociedades e culturas. Eu explico mais detalhes sobre esse tema neste vídeo:

Porém, determinadas crenças vão se transformando em regras sociais e podem gerar um sentimento de culpa que não contribui com a nossa saúde física e mental. É o caso de categorizarmos os alimentos como “bons” ou “ruins, proibidos ou perigosos, transformando-os em tabus.

O tabu traz algo de paradoxal: com a proibição surge o desejo de transgredir. Quanto mais nos proibimos de comer determinados alimentos mais os desejamos. Acabamos “caindo na tentação” o que gera mais culpa e mais desejo, como um círculo vicioso, de modo que comemos em grandes quantidades e de forma descontrolada.

Para evitar esse círculo vicioso devemos nos dar permissão incondicional para comer, sem fazer dietas restritivas, que como já sabemos, pode levar à compulsão.

Permitir-se comer não quer dizer que vamos comer tudo o que desejamos sem nenhum critério. Mas permite percebermos os alimentos como apenas alimentos e nos questionarmos sobre o que realmente desejamos e gostamos de comer.

Portanto, a questão não é o que comemos, mas como comemos e como nos relacionamos com esses alimentos. Comer uma torta de chocolate para celebrar um aniversário ou porque estamos com vontade de comer é algo totalmente adequado. Uma torta de chocolate é apenas uma torta de chocolate e não vilão cheio de mistério e perigo.

Coma para atender suas necessidades fisiológicas

A comida, as emoções e os comportamentos estão interligados. Quando queremos demonstrar afeto é comum cozinharmos para alguém ou presentear as pessoas com comidas e bebidas. É comum também usarmos determinados alimentos como uma forma de recompensa na intenção de reduzir nossas emoções negativas e fazer duras por mais tempo as positivas.

Dependendo do nosso estado emocional comemos mais ou menos. Isso é algo normal. Não temos como desvincular a comida dos afetos. No entanto, usar a comida acreditando que ela irá resolver nossos problemas podemos gerar uma situação de desequilíbrio.

É preciso aprender a lidar com as nossas emoções sem usar a comida, entendendo que ela não tem o poder resolver nossos problemas, nem diminuir nossa ansiedade e medos. Devemos ficar atentos e escutar o nosso corpo para identificar o que ele realmente necessita naquele momento. Assim, podemos comer para suprir nossas necessidades fisiológicas e não emocionais. (Aliás, você já conhece meu curso online para lidar com o “comer emocional”? Clique aqui e saiba mais!)

Para isso, algo que pode ajudar bastante é ouvir os sinais de fome e saciedade. Sobre isso falo abaixo.

Ouça os seus sinais internos de fome e saciedade

A fome é um alerta de que precisamos nos alimentar. Estômago roncando, tontura, fraqueza, dor de cabeça, podem ser sinais que nosso organismo envia para comunicar que está precisando de energia. Está aqui uma ótima forma de colocar em prática o que chamo de “comer normal”:

Estando atentos aos sinais de fome podemos definir quando e o quanto devemos comer, sem exageros, até nos sentirmos satisfeitos e prestando atenção a todas as sensações que a comida nos proporciona: seja pela aparência, sabor, cheiro, a sensação tátil do alimento na boca, e até os sons que ouvimos ao mastigar.

Para ouvirmos os nossos sinais internos de fome e saciedade você pode:

  • Definir horários regulares, ainda que não rígidos, para comer e perceber esses sinais que o nosso corpo envia.
  • Evitar ficar com muita fome, pois quanto mais famintos mais difícil identificar o que queremos comer e quando estamos saciados.
  • Planejar-se para que tenha sempre comida disponível, pois de nada adianta identificarmos a nossa fome, mas não termos meios de supri-la. Você pode levar lanches ou organizar um horário para ir a uma lanchonete ou restaurante.

Escute a sua fome, coma com prazer e sem culpa, e não faça restrições de alimentos!

Dica final sobre o tema da “mente magra”

Minha última dica é você dar uma olhada no curso online Efeito Sophie, principalmente se você ainda precisa de uma ajudinha para colocar tudo que acabou de aprender em prática.

Nele, eu não vou falar sobre as últimas dietas da moda, alimentos milagrosos e fórmulas mágicas de emagrecimento – até porque não acredito em nada disso.

Ao invés, eu vou te ajudar a identificar o seu comportamento e relacionamento diante da comida.

A minha missão é fazer com que você possa encarar a alimentação como algo prazeroso, sem estresses e muito menos culpa.

Com algumas dicas práticas, você poderá alcançar o SEU peso saudável, de forma gradual e duradoura.

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Vamos juntos nessa?

Priorize sua saúde e busque o equilíbrio, exercitando-se com prazer e comendo sem culpa!

Bon appétit!

Referências:

  • Paolo Rossi. Comer: necessidade, desejo, obsessão. Tradução de Ivan Esperança Rocha. São Paulo: Editora Unesp, 2014.
  • Marle Alvarenga et al. Nutrição comportamental. Barueri: Manole, 2015.

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